E assim se chega ao fim de mais um ciclo. É o fim do mês, é o fim do primeiro trimestre e, concidentemente, o final de outros ciclos menos evidentes. Não é o fim do ciclo maior – esse, ainda vai arrastar-se por mais umas semanas, uns quantos meses. Mas os pequenos ciclos começam e terminam dentro desse, como os dias num mês, os segundos numa hora. Pequenos ciclos cujo intermitente cintilar popula e marca, quase que compassadamente, a lenta marcha do tempo. Alguns desses ciclos são efémeros, extinguindo-se uma vez atingido o ponto de partida. Outros aparentam ser eternos, reiterando o seu percurso, com o mesmo ímpeto e determinação com que outrora o haviam iniciado.
Vejo estes ciclos não como formas geométricas per se, mas como o rasto luminoso de milhares de pequenos pontos de luz, cada um definindo o seu ciclo. E no seu movimento ondulatório, imprimem movimento ao conjunto.
O que parece um progredir constante, sereno, lento e compassado é, na realidade, o produto de milhares de pequenos destes pontos circulando ora a favor, ora contra o movimento perpétuo do tempo.
Quando muitos ciclos se alinham, tudo parece andar mais depressa, mais intenso, mais efusivo, mais vivo. Os pontos brilham com intensidade redobrada. As cores são mais marcantes que nunca…
E eu juraria que, nessas ocasiões, se consegue vislumbrar também um pouco do trajecto do Grande ciclo, à frente do tempo, para lá do Agora.
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