Tuesday, March 13, 2012

Eu calo a voz que me ata…

…Vénus e Júpiter alinham-se no espaço, para nosso deleite, ou daqueles que se deixam levar pela doce e poética fragrância dos astros…

Será que este evento – esporádico à nossa escala, harmonioso e determinístico à escala do universo –, nos diz alguma coisa? Terá este ponto no domínio espaço-temporal um significado especial, ou será fruto da nossa natureza, como pequenos maestros de luz, a querer ouvir a melodia cósmica?

É inevitável sentir-me siderado pela vastidão do espaço e pelos incontáveis segredos que esconde…

…é reconfortante pensar que nos locais mais recônditos desse cosmos poderá haver algo inimaginável para mim e para os meus pares, e que, no entanto, a substância de que essa imensidão incomensurável é feita, não difere em nada daquilo que me faz sorrir de manhã, ou daquilo que me tira o sono à noite…

hum… espaço… leva-me contigo.

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