Monday, December 20, 2010

Merdosfera

O mundo esperneia, esbraceja como se não houvesse amanhã… sucedem-se desgraças atrás de desgraças… é o colapso da economia, são as más condições climatéricas que espalham o caos um pouco por todo o lado, são os povos africanos que não conseguem fugir ao destino que os trai, o impulso do sangue que lhes corre nas veias, aquela voz que os leva a matarem-se uns aos outros… aqui neste nosso cantinho português as pessoas refugiam-se no chamado “espírito Natalício”… procura-se deixar as nossas desgraças e as dos outros em “stand by” ali na primeira gaveta e esperar que o Natal passe e que o novo ano que se aproxima subitamente torne as coisas melhores e mais fáceis. Vamos esquecer os PIGS, o FMI, o Sócrates, a Galp, as casas e os empréstimos, os bancos, o carro, o açúcar, os assassínios, a inauguração do troço Grândola-Alcácer e pensar só no menino Jesus… e comer, comer, comer até esquecer…

Mas eu não consigo esquecer… e assim como quem não quer a coisa, sinto-me como que imune a tudo isto… não propriamente imune às coisas em si, afinal estou aqui no meio e estou tão sujeito como todos os outros… mas… o processo cognitivo de me aperceber dos acontecimentos e sentir aquela pequena inquietude, ver, de repente, a minha vida a passar à minha frente, seja a família, o trabalho, a casa, e tremer com aquele arrepio na espinha… isso… não. Nao vejo o aproximar-se do Natal nem o Novo Ano com aqueles olhos de quem alimenta a esperança de, subitamente, poder sentir o alívio e largar o ar, aquele ar que susteve durante todo ano…

Vejo o noticiário e não posso deixar de ouvir tudo aquilo como que um ruído de fundo… murmúrios, por vezes, ao meu ouvido. Vejo as pessoas, na rua, a irem de A para B, a pensar que têm que fazer C e que não se podem esquecer de que amanhã é dia de D porque se não, F não dá e não chega para pagar E. Depois H e J vão sofrer com a falta de I, já para não falar que L e M… ui sabe-se lá!… isso é talvez a única coisa que tenho em comum com elas… não é desgraças nem eventos nem Natal nem Ano Novo… são letras, são números, são linhas, são reticências, são linhas interrompidas, são pequenas coisas, que agora estão sempre presentes no meu pensamento… São ideias, são fios de raciocínos que me inundam a cabeça. e não me deixam ver mais nada. Não me deixam preocupar com o mundo, não me deixam sentir aquela leve esperança que as pessoas sustentam… Quem me dera sequer poder crispar uma mínima gota desse sorriso, esse piscar de olhos, esse pontinho de luz que espreita por esse orifício de 2011…

Mas nada disso se insurge na minha mente… há uma fina capa de indiferença que me deixa aqui prostrado no meu trono de desprezo… Na minha mão ostento um núcleo de vazio, que emana um frio seco e incontornável. E por fora tenho uma espécie de bolha, uma esfera que não me deixa sair, não me deixa estender a mão… mas suficiente ténue para que todos os sinais exteriores cheguem a mim. Mas eu, imerso nesta nébula de incerteza, de revolta minguada, de fúria gelada aqui permaneço, atento, mas em silêncio.

A Merdosfera que me protege e, simultaneamente, me trai.

Tuesday, November 16, 2010

Tudo bem

Há dias em que uma pessoa não devia sair de casa. Há dias em que uma pessoa não devia sequer sair da cama.

Às vezes, parece que tudo corre mal. Parece que os quatro ventos se conjugam e empurram tudo que pode correr mal para cima de nós. E nós a amochar com aquela trampa toda…

“Está tudo bem?” perguntam-nos. E claro, respondemos sem convicção: “…sim, sim… está tudo bem…”. Para alguns, é claro que talvez não esteja, mas perguntar ou comentar para além disso pode já ser querer saber demais. Para outros, escapa-lhes a hesitação, a inevitável pequena ironia entre as linhas e tudo está, então, “bem”… É claro que está tudo bem! Cabe a poucos saber se de facto está tudo bem ou não. E aqueles que encarreiram por aí, acabam pacientemente a ouvir-nos a divagar, lamuriar ou, simplesmente, desabafar…

A cama é algo do género de um escudo. Lá dentro estamos protegidos do mundo exterior, parece que os problemas só começam quando colocamos os pézinhos no chão… e, além disso, também é uma caixa de surpresas… Quantas vezes lá entramos quase com uma depressão e dela saímos com um folgor novo.

Mas quando as coisas estão mal e parece que só vão piorar quando pousarmos os pés naquele chão frio, o melhor é mesmo não sair.

É.

Monday, November 15, 2010

O voo da borboleta

 

Estou perdido.

Não consio encontrar-me. Deixaram-me aqui nesta Lua e disseram-me para encontrar o meu caminho. Só por mim. E caramba, eu tenho tentado. A última viagem foi, sem dúvida, um passeio pelo Mare Crisium. Um mar de tempestade que abalou as nossas embarcações, um vento exasperante que virou as nossas proas, cada uma para seu lado, chuvas torrenciais que fustigaram as velas e castigaram as nossas naus… Vagas monstruosas quiseram engolir as nossas vidas mas, sempre forte, o timoneiro manteve-se ao leme e a tormenta foi vencida…

E quando finalmente abri os olhos, quis ver e não te encontrei. Perscrutei o horizonte, mil vezes torneei a cabeça em tua busca, esperando a vista alcançar-te de cabelos soltos à mercê da brisa da bonanza. Mas não te encontrei… o que vi, sim, foram milhas e milhas de escuridão, extensas planícies de mar, totalmente desprovidas de caravelas, veleiros, jangadas ou o que fosse. Um imensidão vazia, um longo tapete sem destino…

“Onde estás?” procurei. E foi nessa altura que vi. Foi nessa altura que percebi. O céu e o oceano tocaram-se, o Sol de um lado, a Lua do outro, puderam testemunhar esse segundo, esse preciso momento, em que a realidade caiu sobre mim… Neste mar que outrora fora nosso, jazem os vestígios de um grande dia em que as nossas vidas, como que dois galeões, cruzaram caminhos. Atracaram no mesmo porto e sob o mesmo luar, saborearam o paladar fresco da celebração. E ao fim da noite, aqueceram-se frente ao mesmo fogo, exactamente a mesma chama de onde são forjados os beijos da paz.

Nova tempestade veio. Tornou a nau a sobreviver. Mas algo estava diferente. Aqui estou eu, a rumar submisso à vontade do vento, por entre inúmeros vestígios da festa do dia anterior. Pedaços de uma vida, espalhados pelas ondas, arrastados na maré, e que embatem no meu casco. Retornam a mim como que para me lembrar de tudo o que era e já não é, como se eu precisasse dessa lembrança. Impõem-se a mim, como adagas a escrever-me na pele, a perpetuar este Destino.

A vida rasgada, não é madeira, não é ferro, é… é um caminho longo e desconhecido…

Estou perdido.

Thursday, November 11, 2010

: ...

"Maybe I should be more discrete
serve you up some sugary sweet
I could be the wildest of childs
that's not a real feat
Blessings come but favors they go
troubled by the whispers they know
I could sink but I'm not the type
I don't need to hide
YOU WANT ME NOW
BUT THAT'S NOT ENOUGH
COS I WANT YOU FOR A LIFETIME
YOU SAY IT LOUD BUT YOU TALK TOO MUCH
I STILL WANT YOU FOR A LIFETIME TODAY
I can leave but I stay to pray
maybe on my knees you'll fail
no one moved so no one got hurt
this could be the day that you'll learn...today."

Friday, November 5, 2010

Lua Nova

philcUK-1255695522Tenho uma nova casa… tenho uma nova vida… vou deixar para trás as coisas da minha vida anterior, vou sair daquela casa que me viu nascer, que me viu crescer, que viu todas as minhas faces… vou largar aquele espaço repleto de cheiros, cores e emoções daquela vida que lá deixo. E quando sair, vou trancar aquela porta e não vou olhar para trás…

Saio em busca de outra coisa, de outra vida… mas não saio muito convencido… porque não quero uma vida nova. Eu quero a minha vida anterior de volta… mas diferente… não quero começar de novo – porque é isso que parece que estou a fazer… mas na realidade, é um engano. É a Lua Nova. Porque quando chegar à nova casa, vou descobrir que todas as coisas que deixei na casa velha vão lá estar… não me consigo livrar delas… não posso livrar-me delas… tenho que as carregar comigo… porque fazem parte de mim… O Mare que procuro está ao alcance… mas não há folhas em branco nesta história.

O melhor será pegar na primeira e escrever, nos espaços livres. Mas o que está escrito, está escrito. Posso escolher outra cor, mas as novas palavras têm que encontrar o seu lugar entre as antigas.

Não te iludas, rapazinho, casa nova será… mas a nova vida, essa, articula-se por entre os despojos da anterior… caso contrário… como poderia uma pessoa negar-se a si própria? Como poderia eu prescindir da minha essência?

Não, das palavras perdidas nascerão outras e juntas, marcarão o meu sangue… e quando olhar para o horizonte lá vislumbrarei a Lua, sempre presente, para guiar o meu caminho…

Monday, October 25, 2010

O livro da Vida

A nossa vida é, a meu ver, como uma folha de papel. À medida que crescemos e vivemos, vamos escrevendo nessas páginas tudo aquilo que nos define como pessoas. Nessas folhas reside a essência do nosso ser, para elas são transportados os episódeos do mundo exterior, assim como as emoções, sentimentos, que constroem o nosso enredo, e que nos são imanentes.

A grande maioria destas páginas são escritas por nós, mas existem situações em que deixamos outras pessoas escrever também.

À medida que se escreve, o nosso tipo de letra vai sofrendo algumas alterações. Por vezes optamos por incliná-la para a esquerda, por outras ela está para o lado oposto. Mas também há aqueles cuja letra não tende para nenhum dos lados…

Melhor ainda, a vida é, na realidade, como que um amontado de folhas. Algumas destas folhas estão agrafadas,  outras formam, como se de um livro se tratasse, um bloco coeso que podemos folhear, arquivar e ler sem receios de as estragar.  Todavia, outras há que estão soltas e permanecem simplesmente entre as restantes. Por vezes ficam no início, noutras ocasiões vão para o fim do monte. Mas são, não obstante, folhas que não conseguimos juntar propriamente às restantes, quer porque não se encontra um montinho ao qual anexá-la, quer porque não há agrafe, clip ou cola que consiga mantê-la junto com as outras.

Inevitavelmente, numa sucessão de eventos que nem sempre é fácil recrear, perdemos uma dessas folhas soltas. Pode tratar-se de uma página em que estamos a escrever, ou de outra qualquer, já escrita em tempos, talvez até enrrugada e manchada pelo passar dos anos. Algumas nem nos importamos de perder e, no rescaldo do acontecimento, até nos interrogamos porque motivo guardámos aquela folha ali. Outras é talvez indiferente que a sua existência deixe de animar o nosso livro da vida. Depois há aquelas que não queríamos de maneira nenhuma perder, que nos são sagradas. Mas perdemos. E choramos, desesperamos. Achamos que nunca vamos conseguir voltar a escrever daquela maneira. Que as palavras que lá depositámos nunca mais serão as mesmas. Mas a verdade é que nos recordamos, palavra a palavra, vírgula por vírgula, ponto por ponto, de tudo o que lá estava escrito nessa folha. Mas choramos à mesma porque sabemos, tal como todo o escritor que se preze sabe, que raramente se escrevem duas páginas iguais neste livro.

Fogo no chão…

Uns cantam, no duche ou simplesmente onde quer que estejam, uns gritam, uns correm. Outros choram. Uns ouvem música, uns tocam-na, outros vão ao cinema ou vão até ao bar beber um copo…

Uns batem com a cabeça na parede, outros vão dar um passeio até à praia. Uns ficam em casa a olhar para o tecto, outros vão trabalhar. Uns gostam de ir dar longos passeios para apanhar ar fresco, uns preferem conduzir, assim um pouco à deriva, quase sem destino…

Eu, pessoalmente, gosto de escrever. Ou de tocar guitarra. Mas o verdadeira escape é mesmo poder vir para aqui e desatar a escrever banalidades e disparates. É ainda melhor do que a anterior forma que eu adoptava, que era escrever em papel. E, se por ventura me graçasse escrever um pouco do pouco que às vezes escrevo em papel, talvez este espaço tivesse um pouco mais de vida… e conteúdo. Porém, e talvez porque me custasse um pouco transcrever e rever textos cronológicamente descontextualizados, nunca embarquei nesse tipo de viagem… Não. Como dizia a Natália Coelho (minha antiga professora de inglês), estas coisas devem ser feitas “on the spur of the moment” e, como tal, ou se escreve na altura, ou então esses pensamentos devem ficar para sempre perdidos na imensidão cósmica…

Mas, como dizia eu, uns gostam de escrever. Escrever, só por escrever, ou porque querem partilhar algo com alguém, ou porque as coisas não estão bem e querem desabafar, ou simplesmente porque gostam de o fazer. Ou mesmo por todas estas razões. E até por nenhumas destas…

E porque este registo em que eu tão insipidamente insisto em escrever já me está a irritar, vou terminar por aqui este estilo semi-objectivo e ultra-direccionado. Imediatamente. Isto está cada vez menos lunático, onde está o devaneio tresloucado e o discurso quase irracional que deu origem a este blog e seu tema? Chega!

Monday, October 4, 2010

Luna?

Voltar a escrever neste espaço só pode significar uma de duas coisas possíveis: algo mudar em mim que me torno finalmente naquele ser blogante, digno de quem possui um blog. Ou, algo mudar em mim que a única forma de encontrar tranquilidade (muito em voga, esta palavra) é reduzir o processo cognitivo a um fluxo imenso de vocábulos que meticulosamente ordeno neste recipiente...
Isto não é um post, antes uma introdução para aquilo que poderá configurar uma pequena série de posts que irei fazer durante os próximos tempos...
Que se inicie a viagem pois a nossa Lua está a ser fustigada por uma chuva de asteróides, como se tivéssemos entrado numa nebulosa carregada de poeiras cósmicas!

Wednesday, June 23, 2010

1/2+1/2=?

Ora aqui está uma notícia espectacular:

http://publico.pt/1443028

A notícia tem um espectro mais alargado mas eu posso sintetizar a a parte incrível e que serve de exemplo:

Aquando do seu ingresso no Instituto Superior Técnico (uma das escolas de engenharia de grande prestígio em Portugal), os novos alunos foram sujeitos a uma pequena prova de aferição a nível da Matemática. Uma das questões foi: 1/2 + 1/2= ? A resposta deveria ser dada na modalidade de escolha múltipla. Segundo a notícia, 27% dos alunos falharam…

O rigor e exigência obrigar-me-iam a tentar confirmar a notícia publicada no jornal ou a consultar eventuais fontes mas considerei de tal forma espectacular o sucedido que nem me dei ao trabalho de confirmar. Hoje não é primeiro de Abril e qualquer pessoa que saiba como são os jovens de hoje ou que esteja atento às notícias que se enquadrem na temática da Educação não estranhará esta estatística.

Pois bem, meus amigos, a ser verdade (e acredito que seja) quase um terço dos “priviligiados”, da “elite”, dos “Homens” do amanhã não conseguiram responder correctamente a “metade mais metade?”

Assim de repente, já não me sinto tão burro… afinal, e pelo menos para esta pequena minoria, os génios somos nós… he he he.

Dá para acreditar? Numa universidade? De engenharia? Numa universidade?!?

Para os que falharam, eu proponho a oferta de uma Playstation 3, como incentivo: “… toma lá. E vê lá se para o ano não falhas essa pergunta…”

vuvuzela

http://www.spitorswallow.co.za/blowme.php

Poupem-me. Peço desculpa, afinal as vuvuzelas não me incomodam nada. E aqueles estúpidos do Meo que implementaram um filtro para não se ouvirem as vuvuzelas? Que palermas!!!!

Pensando bem…

AAaaahhhh! VUVUZELAS!!!

Música para os meus ouvidos…!!!

The Longest Day

TheLonguestDay 007

Primeiro dia de Verão… o dia mais longo do Ano. E para celebrar esse magnífico evento (a que quase ninguém dá importância) achei por bem juntar uma foto que apenas fará sentido para algumas pessoas… contudo, saibam que o raio de sol e a luz que se pode contemplar (às 6:45 da manhã) existem apenas em muitos poucos dias do ano… e nesse sentido, aqui deixo uma pequena homage a esse momento relativamente único… e faço-o… só porque posso… :)

Ok, bem sei que esta foto não diz nada a ninguém mas pelo menos à hora que esta foi tirada não se ouvia uma única vuvuzela… he he he (já cá faltava…)

… e por favor, não me perguntem o que fazia acordado a essa hora…

Thursday, May 13, 2010

Denunciar abuso

Como se faz para denunciar abusos das agências de rating? É que dava mesmo jeito…

Eu acho muito bem que se tomem medidas para segurar a nossa situação actual e invertê-la, isto apesar do ridículo episódeo digno de tragédia grega (ha ha) Não-vamos-aumentar-os-impostos-Ah!-Afinal-vamos…

Continuo a achar que, em certa medida, esta frase se aplica:

“Para enriquecer, não basta reduzir as despesas, é preciso ganhar mais. Se não ganharmos o suficiente para enriquecer, poupar nunca vai servir de nada…”

Agências de rating: Como encavar os nossos “amigos” europeus…

Pois é. Para eles é tudo como um teste. Carrega-se num botão, coloca-se uma cruz e… ou passa ou não passa. Nós somos poderosos. Nós somos os mAiores. Nós monopolizamos as agências de rating. Nós inventámos as agências de rating. Nós podemos fazer o que nos apetecer. O quê, o euro anda para aí do outro lado da crista média atlântica todo armadão em forte?!? Ai é? É? Ouvi dizer que a Grécia está em baixo. Melhor, já foi com los porquitos. Who’s next? Ah… Portugal. Baixa-lhe o rating. Hum… parece que o dólar já está melhor. Para todos esses Yuppies com a mania que podem mudar o mundo carregando numa porcaria de uma peça de plástico a dizer “Enter” enquanto acham que estão a praticar o bem em prol da humanidade, devolvo-vos uma vossa criação. Aqui vai:

ugly_kid_joe

VÃO BRINCAR POPULOUS OU BLACK & WHITE OU COMMAND & CONQUER PARA A ANTÁRCTIDA, ESTÁ BEM?

AMARICANOS… VÃO-SE ENCHER DE MOSCAS!!!!!

Quarto minguante para esses idiotas. Eu revejo-vos em baixa.

Que é para ver se vocês gostam.

Sunday, May 2, 2010

Mariana

Disse-o antes e volto a dizê-lo, desta vez aqui, mais pela piada, para que fique registado: O filho da Sandra e do Gouveia chama-se Miguel, a filha do Miguel e da Filipa chama-se Mariana, a Mariana e o Bruno ainda não têm filhos, a filha do Rui e da Rute chama-se Margarida, a Margarida e o Bispo nada feito… bem, ainda faltam umas peças para o círculo ficar completo mas está quase!!!! Aos casais em falta, acrescidos do Vred e da Fera (trocadilho exorcisado by Michael) e de Louisianna, muito cuidado. Os nomes começam-se a esgotar! Para rapaz ainda há alguma folga. Luis, Rui, Hugo, Bruno, Fred. Para raparigas está mais difícil… Já só sobra Vera, Filipa e Ana…

Apressem-se meus queridos, fechem o círculo e tornem esta demanda una…

Homesweet3DAdvanced-04

O Benfica é quase campeão, mas eu despeço-me de Benfica. Já não falta muito, pelo menos. Após 30 anos a viver aqui, eis que se aproxima a hora da despedida. Vou-me embora, para nunca mais voltar. Fica a lembrança de tempos perdidos, de tralhos de bicicleta por estas calçadas escorregadias, de papoilas colhidas ao sol de Primavera, ainda não chegava à bancada da cozinha. Ainda o monstro de betão estava recuado. Ainda a Natureza era forte e selvagem… Vou para onde os aviões estão perto mas para longe dos meus avós… que os vejo da minha janela, no seu mundo áureo. Sair de Benfica significa ruptura.

É o início de uma nova vida, é o fim de uma pequena história.