O presente mais não é do que uma perturbação no espaço-tempo, atrás da qual nós seguimos, como espectros. Navegamos ligeiramente atrás da crista desta onda perturbadora, e situamo-nos algures ali entre a Crista da Clarividência e o Mar do Esquecimento ou do Passado… Esta posição faz com que a nossa vida seja vivida na sombra do futuro, apenas o suficiente para não ficarmos perdidos no passado.
O presente é como um raio que percorre o eixo do tempo, deformando tudo na sua frente – o espaço e até mesmo a própria textura do tempo –, implacável, invencível, inabalável.
E este raio avança, transformando futuro em passado, em direcção ao horizonte.
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