Saturday, November 23, 2013

Sempre… por perto.

Sempre que fui de viagem para algum lado, a véspera costumava ser um dia relativamente calmo. Nunca fui pessoa de fazer a mala à última, embora verifique que isso se tornou uma prática mais comum em mim. Relembro, por exemplo que por esta altura, no ano passado, tinha ido a Amsterdão e não só fiz a mala a seguir ao jantar, como ainda estive a dar uns retoques no material que ia apresentar na conferência. Resultado: não preguei olho. E não me custou propriamente.

A verdade é que o conceito e a noção de viajar deixa em mim um burburinho, um ruído de fundo, que me dá energia, que me deixa irrequieto, excitado… é a antecipação da viagem. Sempre o senti, mas agora vejo que deixo essa sensação espraiar-se à vontade e ocupar o seu espaço como bem entender… e se nesse processo escapar uma ida à cama… que seja! Afinal, também não deixo lá ninguém à minha espera, pelo que o dano causado é praticamente negligível… :)

Tenho que estar pronto às 6.45. Faltam duas horas. Tenho sono. Tenho que admitir que tenho sono. Mas também tenho electricidade (´”estás eléctrico”, para parafrasear uma pessoa próxima e muito querida que por vezes me observa neste estado super-activo…) que chegue para manter-me acordadíssimo durante muitas horas. Ir para a cama nesta fase preconizaria um risco altíssimo de adormecer e ter grande dificuldade em acordar daqui a umas horas para ir para o aeroporto. Assim, não. Faltam duas horas. Duas horas chegam perfeitamente para ir dar uma corrida ao parque. Porque não?

Fui. :)

Sunday, November 17, 2013

Solaris

Eu sei que já foi ontém, mas parece que a noite não foi suficiente…

E foram 22… por isso, elas precisam do descanso merecido…

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Mas talvez elas não consigam apreciar, como eu, a magia da luz que invade esta sala… maravilhoso… :)

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Saturday, November 9, 2013

A cor da monocromia

Foi em 1996 que esta peça me tocou pela primeira vez.

E eis que, quase 20 anos depois ela retorna, desta vez para ser tocada por mim. Talvez nunca estivesse ausente mas apenas latente, esperando pelo momento certo para que eu desse seguimento a esta minha busca de um dia a conseguir atingir na sua plenitude.

Para lá caminho, embalado pelo seu poder, enebriado pela sua melodia, temperado pelas suas notas inspiradoras…

Dou-te o que posso para que sejas tu, para que eu te complete, para que a minha voz acompanhe o teu solo, e que no teu voo pelo espaço me sussures ao ouvido essa canção que me bloqueia todos os sentidos.

Mas por alguma razão, escapas-me dos dedos, eles falham em tocar-te, em ser a imagem viva da tua essência. Entre vozes de silêncio e claves magestosas eu vou contruíndo a casa que te celebra, vou ornamentando as páginas que te escrevem.

E sei que um dia, por entre formas e gestos singelos e magnânimes, só por si, ecoarão as notas que me permitirão dar corpo à tua luz, e num simples murmúrio, tu e eu seremos apenas um, ambos seremos o que sempre fomos, e apenas o que somos…

Ontém, hoje e para sempre: “Despedida”