Tenho a mente irrequieta. Preciso de concentrar-me, mas o foco dispersa-se pelos inúmeros pensamentos que me bombardeam a cabeça.
“Por hoje, já chega.” diz-me a mente irrequieta.
E por isso, decido que sim, já chega. Vou deitar-me e repousar, tentando não deixar que todas essas ideias me tirem o sono. Ou que o transformem numa má experiência…
Mas não sem antes vir aqui e livrar-me de alguns desses diabos, para que descanse não só o corpo, mas também a mente.
Não consigo. Os pensamentos não têm ainda uma forma bem definida, são como uma espécie de neblina, um fumo que me confunde a visão interior e, dessa forma, não posso extraí-los como tencionava.
Ainda não. Ainda não estou pronto.
Atormenta-me saber que terei de conviver com eles mais um pouco, receando que estes me visitem durante a curta pausa que separa o hoje do amanhã.
“Coragem” diz-me a mente irrequieta, “fecha os olhos e deixa que esses pensamentos permeem o teu espírito… só assim poderás dar-lhes forma e encontrar o Mar que procuras…”
Assim farei.
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