Wednesday, March 7, 2012

Que poesia há nisso? --------------

Já ouvi, várias vezes – e de origens diversas, dizer que não se deve tomar decisões à noite. Que tudo aquilo que nos parece boa ideia dizer, mudar ou fazer à noite, no dia seguinte passam a ser más coisas de se dizer, mudar ou fazer.

Não posso dizer que discorde disso, até porque já tive a oportunidade de conseguir deixar todas essas coisas para o dia seguinte e, de facto, parece que tudo é diferente.

Mas as ideias são sempre as mesmas, simplesmente a nossa percepção delas é que muda. Já me explicaram que à noite, o nosso estado de espírito é mais depressivo e tendencialmente vemos as coisas com menos clareza.

Na minha experiência, a “depressão” nocturna origina coragem, inconsequência e uma espécie de amplificação dos sentimentos – associado a alguma estupidez. No dia seguinte, tudo se converte numa aparente lucidez, ponderação e aquela sensação de que nada do que pensámos na noite anterior fazia sentido.

Continuo a concordar e, como princípio, parece-me convincente.

Mas continuo a achar que a arrepender-me de alguma coisa, há de ser sempre de não ter levado as “boas ideias” para frente.

“Boas ideias” que nunca se converteram em “más ideias” porque nunca chegaram a acontecer.

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