Monday, March 19, 2012

… mas piso-te os pés.

Eu tentei. Julguei que a viagem seria directa e sem percalços, sem prestar atenção a todas aquelas pequenas luzes que torneiam o caminho. Simplesmente ignorá-las e seguir em frente…

Mas não é assim que acontece. Apesar de os meus passos encontrarem um trilho cujo destino consigo vislumbrar do ponto onde estou, o percurso, esse, é marcado inevitavelmente por pequenas contrariedades… A força do destino impele-me, mas as luzes não são de ignorar. Como pequenos olhos nas profundezas da floresta, fitam-me, recolhem a minha atenção. Mas não me impedem de avançar. Cabe a mim decidir qual o impulso a imprimir ao próximo passo para, um após o outro, conseguir atingir a meta, não obstante o caminho.

Esses olhos agora seguem comigo, enquanto me movo. Não me impedem. Não me guiam. Mas cantam-me uma melodia que me inebria, que me faz sonhar. E que me acorda, a meio da noite.

Eu penso em duas palavras, duas apenas. Que têm o poder de me fazer parar. Que ensombreiam qualquer caminho. Mas que me trazem também inspiração e calor.

Duas palavras que respiram uma contra-melodia que silencia as luzes…

Moja bieda.

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