O comportamento social humano é espantoso. É transcendente. É de tal forma expansivo e intrincado que é difícil focar-nos num ponto e a partir daí percorrer as suas inúmeras ramificações, chegar ao fim e sabermos onde estamos… Mais que isso, articula-se em vários planos, para fora deles, conduzindo-nos a questões de mind before matter e de matter before mind…
Os sinais estão lá. A mente humana é pensante por natureza. Aqueles que nasceram agraciados pela dádiva (ou maldição) de terem uma relação mais prosaica com os pensamentos, talvez não se identifiquem com o que pretendo focar mas, por outro lado, esses, eu coloco-os na caixa que tem o rótulo a dizer: “Tranquilos”…
É para aqueles que têm uma relação simbiótica com os pensamentos, uma dependência de espraiar o processo cognitivo mais simples, uma irresistível vontade de expandir de forma tentacular as suas ideias, que estas palavras são dirigidas.
Cedo se manifesta, ou tardiamente se observa, mas a dor, essa, conhece-la desde muito cedo. Os pensamentos não cabem na mente, ultrapassam-na, querem trespassá-la. O mundo exterior contém-nas mas rapidamente se retoma a tempestade, o turbilhão interior. Alguns cantam. Outros tocam. Há aqueles que constroem coisas. Há aqueles que as destroem. Outros há que as espelham, pintam, desenham. Depois há os que escrevem. Os que escrevem. Trata-se de uma focalização, de uma compactação, é como se conseguíssemos transformar as ideias num líquido, depositá-lo numa jarra mental e tranquilamente vertê-la para fora da cabeça. Escultores de pensamentos.
E que alívio se sente depois!!!!
Mas tudo isto é apenas uma parte da questão. Refere-se aqui apenas uma forma possível de funcionamento. Mas e o lado comportamental de tudo isto?
Há uma distinção pura que se traduz num simples facto: receptores. Externos, claro.
Por um lado, a necessidade, a vontade de querer exteriorizar esta ideia, porque nos abunda a mente, porque ao fazê-lo, a transfiguramos e nos certificamos da sua validade. Por outro lado, precisar de sentir que alguém a recebe, independentemente de providenciar feedback.
Aqui traço uma linha, que separa as pessoas que procuram libertar aspectos fundamentais das suas mentes para o meio social, daquelas que fazem o contrário, procuram colocar o meio social dentro das suas mentes, dentro das suas vidas.
E na minha opinião, erradamente…