Percorro os dias com uma visão um pouco turva, quiçá pelo facto de me faltar esse quanto de lucidez, mas, essencialmente, por as transições da noite para o dia se assemelharem agora a uma manta de retalhos… vários mares de paz, interrompidos, de 2 em 2 horas, por despertares premiados com a visão lúgubre do tecto do meu quarto… e de novo paz… e novamente, gesso e tinta branca…
Mas a meta está estabelecida, agora é claro para mim.
E, no meio de toda esta turbidez, eis que se imprime com impressionante nitidez, o caminho a percorrer. E nele me lanço, como a sede à fonte…
…obstinado, devoto, determinado, iluminado, silencioso, incansável…
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