Saturday, December 24, 2011

A marcha dos pinguins

Este dia é, quase sempre, e para muita gente, um dia longo… há sempre mil e uma coisas para fazer. Sejam últimas compras, preparativos, seja o que for. E eu não sou propriamente excepção. Aproveito um pequeno intervalo, enquanto como qualquer coisa, para deixar aqui estas letras, esperando que não sejam as últimas deste ano.

E chego a esta fase do dia, lembrando-me que queria ter desejado boas festas a muita gente, que tinha planeado fazer isso ontém, que hoje seria praticamente impossível. Mas acabei por arranjar outras coisas para fazer, e o dia passou…

Por isso, abro aqui um pequeno espaço em que desejo para todos esses amigos para os quais guardo um cantinho especial aqui dentro de mim, um Feliz Natal!!!!!

Apercebo-me que fazê-lo aqui é perfeitamente inútil e constitui apenas uma forma de “fugir com o rabo à seringa”… Pois de que serve aqui transmitir os meus sentimentos, se não há ninguém do outro lado que os receba e os aprecie? Sim, eu sei… é medíocre. E que, na realidade, “a intenção é que conta” é muito bonito mas não é bem assim…

Tenho que ir. O sentimento é verdadeiro, está lá, e agora, quer se queira, quer não, está aqui. As pessoas não o saberão, mas está.

Feliz Natal!

Friday, December 23, 2011

Se não podes vencê-los, amassa-te a eles

De tempos a tempos, isto é, a cada 365 dias e 6 horas, aproximadamente, eu torno-me uma espécie de padeiro, ou pasteleiro, chame-se o que se quiser. E por umas horas, desenvolvo um exercício que culmina em vários tabuleiros de empadas “arenosas” de frango. Um processo de produção da massa que constitui, só por si, uma autêntica sessão de ginásio.

Mais que isso, todo o procedimento tem um efeito relativamente terâpeutico sobre mim, como se ao preparar e medir os ingredientes e ao cuidadosamente seguir a receita, dependesse não só o sucesso das empadas como também o meu próprio destino… pelo menos durante o ano vindouro…

E lá me preparo eu para ir…

… espero conseguir amassar os meus males e dar-lhes uma forma mais esperançosa… pelo menos para já…

Às vezes acho que falo demais.

Parece que tenho uma parte do meu cérebro que precisa de estar em constante supervisão e sob controlo, e que é responsável por abrir a boca e começar a disparar em todas as direcções. O dispositivo que regula todo este processo assemelha-se a dois dedos que fixam um pequeno fio – o fio do controlo. Frequentemente, este fio parece simplesmente escorregar entre os meus dedos e, até que eu recupere a pega, lá vai a boca a despejar tudo aquilo que anda aqui por dentro, sem censuras…

Também noto que quando me finalmente me dedico a escrever um pouco, parece que a pega fica mais firme e torna-se mais fácil impedir que o fio se escape.

Por outro lado, apercebo-me que talvez seja mesmo aquilo que eu sou. E é bem sabido o quão difícil é contrariar a nossa própria natureza.

Talvez devesse escrever mais. E assim falaria menos. E talvez o que acabasse por dizer fosse mais inofensivo. Porque então, já estaria escrito. E não haveria necessidade de o dizer.

Ou talvez devesse utilizar umas luvas.

Não estou perdido, simplesmente não sei onde estou.

O que o coração sente, a mente ignora. O que a mente rejeita, o coração ama.

Um vive. O outro sonha. O que vive, sonha viver o sonho de quem sonha. O que sonha, vive o sonho de viver o que só pode sonhar.

Se pudesse escolher um, qual seria? Sonhar viver, ou viver sonhar?

Ao que o coração abraça, a mente submete.

Liberta a mente, rasga-se o coração.

Ziggurat Vertigo

Os sonhos são algo que me fascina. Não aqueles que, conscientemente, idealizamos, mas mais aqueles que estão muito ligeiramente para lá do alcance da nossa razão. Aqueles que ganham forma nas profundezas do nosso subconsciente, tocam ao de leve na nossa razão física e depois pairam novamente para o cosmos do imaginário.

O sonho. E a sua ausência. Esse equilíbrio (ou falta dele) entre o racional e o irracional, essa guerra titânica que se desenrola constantemente nas nossas mentes, entre o consciente e o subconsciente.

O que pode fazer com certos sonhos mais não sejam do que banalidades e que a nossa massa cinzenta simplesmente não consiga tocar nesse fluxo de imagens, sentimentos que populam a nossa mente enquanto vagueamos pela alma adormecida? Que despertamos, alheios ou, quando muito, com uma vaga suspeita de que “algo se passou”. E tentamos recordar… fechamos os olhos, tentamos ir lá ao fundo buscar uma imagem, um “flash”, que nos permita desbloquear essa memória… mas não está lá nada. Vazio. Porque esteve, mas entretanto partiu, para um recanto de onde não a conseguimos recuperar…

E como podem outros ser tão vívidos, quase reais, que penetram na carne, nos ossos, no sangue, os olhos vêem, os ouvidos ouvem, o nariz cheira, a pele sente. Acordamos e está lá, mais que uma mémoria, quase uma vivência. Vibrante, pertubadora, incisiva mas confusa, por vezes nublada… mas sabemos que está lá. Tentamos reviver mentalmente a experiência porque sabemos há muito tempo que, em breve, se irá desvanecer. E lá está. Viva, na nossa mente. Já faz parte de nós, já é um pouco do que somos, já é um reflexo do que nos atormenta, do que nos inspira.

Quão doce e intrigante é a suave melodia dos sonhos que nos transportam para o mundo surreal do nosso subconsciente! Tão rica e estridente é a plétora de tons e cores que se crivam no nosso ser, enquanto pairamos à deriva nesse oceano de energias…

Tão forte é o amor de se amar o que não pode ser amado, tão negro e azedo o abraço fatal de dar a mão aos nossos mais profundos medos e terrores e oscular o desfiladeiro da nossa anti-vida…

Como posso viver um sonho, sem sonhar uma vida?

Quero sonhar, pois sonhar é viver!

Sunday, November 27, 2011

Liberdade… ou não.

Deve haver muitas coisas na vida que nos dividem. Mas geralmente trata-se de uma divisão racional e em que a questão física, a existir, não se coloca. “Estou indeciso entre ir para aqui ou para ali.” Ou “estou dividido entre fazer isto ou aquilo”. “Não sei se gosto mais de Sumol de ananás ou de Ginger Ale”.

Mas e se a questão se situar num outro plano, talvez bem mais difícil de contemplar que é, dentro do nosso ser, haver uma parte que nos impulsiona num determinado sentido e no entanto, haver também uma outra que a contraria?

Anteriormente, referi a palavra “física” como se efectivamente se pudesse colocar o assunto a esse nível. Contudo, acredito que se trata apenas de uma questão puramente no plano da mente. Será possível sentir que queremos algo, que o desejamos, mais, que estamos dispostos a fazer algo para o obter mas que simultaneamente existe algo em nós que nos faz não querer, não perseguir esse objectivo? Como se sustenta esta situação? Como podem subsistir duas posturas tão contraditórias? A de sentir e a de haver algo que não nos deixa sentir?

Desprovido de sentido. Antítese.

Monday, October 10, 2011

A saga do mosquito

Angústia…

Angústia. Uma pequena bola de qualquer coisa, que revolve aqui no meu estômago…

Um ligeiro ser que ascende pelo meu tronco.

Arde? Não. Rasga? Não. Perfura? NÃO!… mas então, o quê?!?

Se calhar, a culpa é tua… sim, é isso… foste tu! Miserável!!!!!!

Como é possível que algo tão pequeno e insignificante possa ser o causador de tantos estragos? Ser demoníaco, escondes-te nas sombras, disfarças-te entre os raios de luz, vens para me tirar a paz, vens para levar o meu sangue…

Nos curtos instantes em que me consegui envolver nos lençóis dos sonhos, só conseguia ouvir aquele som: “Paf!”

Acordei.

Já todo eu estava possuído.

Tuesday, September 13, 2011

A esfera de um novo dia

Às vezes paro para pensar. Paro. Os músculos estacam, num equilíbrio perfeito, o corpo imóvel. Os olhos permanecem fixos, o olhar perscrutando um ponto algures no infinito. “Estavas a olhar para dentro” diria uma amiga minha. “Estás a olhar para ontém” diriam outros. Eu diria que estava a olhar para fora. Para fora de mim, para longe da minha mente, para locais longíquos de onde se encontra o meu corpo paralisado. É verdade, sem nunca me perder, mas distante, não obstante. Talvez não seja pensar, talvez seja algo diferente. Sinto, claramente, os ditos pensamentos, como que imagens, a passar diante de mim.

Às vezes paro para pensar. E vejo-te.

Quem és tu? Não sei dizer. És uma centelha, com uma pequena esfera de calor à tua volta. Uma pequena bolha de vida, como se de ar, como se de perfume… como eu. Como eles, como elas, como nós. Apenas sei que, por um pequeno instante, as nossas bolhas se tocaram muito ao de leve, como um murmúrio, meramente um sopro distante… E foi-me dado a respirar um pouco dessa vida, desse calor que emanas. Quem és tu? Continuo sem saber dizer. És como uma núvem, não sei se escondes um Sol de Inverno ou uma Tempestade de Verão… que finos princípios, ou amargas tragédias guarda essa tua compleição? Saboreio cada segundo que passa, a doce ânsia de não saber, e a dor de sentir que talvez nunca saberei. E tão mágico que é esse momentum

Às vezes paro para pensar. E não sei como seria se, de repente, me fosse dado a saber. Poderia eu aguentar tal sufoco? O término de tão obscuro prazer?

Às vezes paro para pensar. E se entras nos meus sonhos? Deverei parar de pensar, deverei rasgar esse pensamento? Cardo maldito, estás a envenenar o meu sangue!!!!

Às vezes paro para pensar. “Quem és tu?” pergunto eu. E não obtenho resposta. Então esboça-se um sorriso na minha face, os olhos remexem-se, os músculos tremem. O corpo retorna à vida.

Já não paro, já não penso. Corro, atrás do Sol que já vai longe, atrás da Lua que agora surge. Lanço-me no mare, outrora revolto e estridente, agora sereno e melódico.

Às vezes vejo-te. E a sorrir, adormeço profundamente.

Thursday, July 7, 2011

Fantasmas II

Estou, pode-se dizer, numa fase mais calma do rebuliço constante que é cada ano que passa da nossa vida… Os projectos em que nos metemos, o aperto que é, quando nos deparamos com as dificuldades, aquele receio que sentimos quando encaramos aquilo que temos para fazer e aquilo que já fizémos e sabemos que vai ser “impossível” fazer isto neste tempo… aquela sensação que nos invade, em que buscamos em nós indícios de termos as faculdades, a capacidade de conseguir produzir aquilo a que nos propusémos, há tanto tempo atrás – tudo parecia mais fácil nessa altura – e não encontramos.
Mas eis que quase finalizado esse percurso e aqui estamos nós, para contar como foi. Persistimos, subsistimos, insistimos e acabámos por conseguir… mas não sem que, no processo, ficassem marcas no nosso corpo. Na nossa mente. No nosso coração.
E é quando olhamos para trás e regressamos àquele momento em que traçámos o plano, o itinerário – queremos fazer isto –, é que nos apercebemos de que não foi nada assim…
Colhemos o que semeámos e o fluxo da vida tem este mal, ninguém nem nada o pode fazer parar. E pesamos… e lamentamos os passos desta aventura – não a aventura em si… e sentimos… os beijos merecidos da verdade… fogo a arder, consumindo por dentro… arrependimento, fúria, paixão, porquê?!?
Um novo dia nasce e no amanhecer, repetimos todo o processo… olhamos em frente, com força, determinação… e logo traçamos novo destino… O mundo partir-se-á em mil bocados no dia em que parar…
Enquanto esse dia não chegar, a única coisa que podemos fazer é ir na maré, ou contra ela, mas acima de tudo existe uma realidade inabalável: aquele latejar, mesmo que ténue em certas alturas, galopante noutras, nunca se extinguirá… os rios correrão sempre para o Mar, a veia da vida terá sempre em si, um pequeno fio de sangue que rumará incessantemente pela imensidão do tempo…
Olhamos para o horizonte, o raiar de um novo dia, a elevação de uma esperança que renasce… e mergulhamos nesse movimento perpétuo…

Saturday, July 2, 2011

Fantasmas

Hoje acordei triste. Apenas mais um daqueles momentos em que abrimos os olhos, demoramos um pouco a apercebermo-nos da realidade que nos rodeia – olhamos para as horas, isso ajuda-nos a situar –, e sentimos aquela pressão no estômago, um certo aperto no peito. E pensamos: “O que é que eu tenho?”. Depois as coisas começam a vir à memória, primeiro lentamente, como um cardo a entranhar-se na pele, e depois rapidamente como as gotas de água que caem sobre nós num dia de chuva. “Não percebo o que se passa". Mas sabemos. Sabemos o que fizémos, o que deixámos por fazer e o que deveríamos ter feito. Mas preferíamos não saber. E as imagens atropelam-se na nossa cabeça, num rodopio de ideias, que queremos afastar… queremos afastar esses pensamentos…
A pouco e pouco, retomamos a calma. E encaramos as coisas de outra forma, como se impõe: Relativizar. “Está escrito. O que ficou jamais será rescrito.” E olhamos em frente, e concentramo-nos no caminho a seguir, avaliando o que falta percorrer para alcançarmos a meta. Não é difícil preencher a mente com outras actividades e assim nos lançamos para o resto do dia. Mas de vez em quando, ao baixarmos a guarda, ao abrirmos o flanco, a realidade invade-nos. É demolidor, o seu poder. Persistente, incansável, abrindo brechas pelas muralhas mais bem aparelhadas, para chegar aquele ponto minúsculo no infinito que é a nossa atenção.

Sunday, May 29, 2011

“Jamaica”

Já me esquecia do quão difícil é, após um almoço de Domingo, sentar-me e pegar nos livros… especialmente porque tenho que pegar no livro com apenas uma mão (e trata-se de um compêndio relativamente volumoso…) enquanto com a outra, vou dando “chapadinhas” na cara para me manter acordado…
Não vale a pena contrariar, não é vontade ou falta dela, simplesmente está no sangue… por isso, recomenda-se um pequeno interregno para afastar a sonolência e venho aqui deixar um tema para o resto da tarde…
Banda eleita para pano de fundo desta tarde: LED ZEPPELIN (ui…, old school…!)
Tema para iniciar esta pequena incursão: D’YER MA’KER
É verdade, levou algum tempo a perceber como se pronunciava este título mas se virmos o ritmo e o groove, não é assim tão surpreendente…
E é bom para acordar!!!
(nada de links para o Youtube ou coisas do género. Já somos crescidinhos, sabemos encontrar as coisas por nós. E assim não andamos a atrapalhar ainda mais “a Rede”…
Fico. Fiquem também.

Friday, May 27, 2011

Depressão, Radiohead e uma boa lâmina… aí estão os ingredientes para um fim-de-semana bem passado….

Hoje vinha a caminho de casa a ouvir o último de Radiohead e lembrei-me – não que alguma vez precisasse de ser recordado – de quão grandes eles verdadeiramente são.
Mentiria se dissesse que não me são muito mais familiares e queridos alguns álbuns que outros mas… que viagem!!!! Que aventura!!!!
Ouvir todos os álbuns de seguida é claramente um sinal de demência mas para aqueles que conseguem chegar ao In Rainbow sem cortar os pulsos, eu digo: que viagem!!!! E não me canso de dizer…
Sinto claramente que o produto da sua inspiração desencadeia em mim um tal fluxo de ideias, um atropelo de emoções, um tapete de pêlos eriçados e são demais as palavras pensadas e de menos as escritas. Ao ponto de me descoordenar. Por isso vou parar aqui…
Mas não vou sem antes deixar aqui uma hommage a essa música intitulada “Paranoid Android” que, pela cronologia da minha formação musical e da sequência pela qual eu entrei em sintonia com a música dos Radiohead, representa, para mim, o “fim do princípio”.
Grande. Mesmo.

Monday, May 23, 2011

Restelo

Faz hoje 11 anos. Não foi épico. Não foi enorme. Mas foi bom. A maior parte das pessoas com que assisti a esse concerto ainda estão aqui ao meu lado.
Ainda me lembro das músicas, da energia, das sensações, como se tivesse sido a semana passada! Ainda me recordo de ser transportado de um lado para o outro, como se não houvesse gravidade. Nada perdido por um Immortality com uma letra perdida… imediatamente por nós recuperada…
O meu corpo não esqueceu a sensação de momentaneamente, ter  escamoteado a capacidade de respirar. Da aflição, do sufoco de um Animal, a loucura de um Red Mosquito e, quase no final, a libertação de um Alive!
Pensar nisso faz-me sentir rouco como me senti quando, a uma só voz, berrámos – não cantámos – com um Even Flow…
Houtros houve. Talvez melhores, talvez especiais.
Mas como em todos, respirámos Pearl Jam… por uns minutos, fomos Pearl Jam…
E isso é bom. )

Rua Sésamo

Muitos de nós crescemos acompanhados dessa emblemática série, alguns, como é o meu caso, da versão portuguesa, outros de uma outra qualquer forma alternativa. Mas não estarei a cometer nenhuma gafe (grande pelo menos) se disser que, ao menos, já toda a gente ouviu falar na “Sesame Street”.
Quantos de nós é que se revêm nessa série, quantos de nós é que têm um pouco da Rua Sésamo nas suas vidas?
Dando um pouco de atenção à questão, não saberia propriamente onde me encaixar mas uma coisa é certa: as pessoas que compõem o meu círculo social, essas, claramente têm um lugar, por pequenino que seja, algures lá para o meio. Sem sombra de dúvidas, mesmo correndo o risco de ser um pouco literal, o Egas e o Becas não falham… se não vejamos:
Egas: divertido, meio palerma, redondo, toca bateria e gosta de “atazanar” a vida ao Becas – check!
Becas: mais sério, dedicado às suas coisas, pensante e martirizado pelas patifarias do Egas – check!
Encontro um espaço para o Ferrão, mas tal significaria ser demasiado injusto, por ventura, para com a pessoa em questão. Mas ficam lá algumas das suas virtudes. Só é pena que o Ferrão nunca apareça junto dos dois primeiros. Ora aí está algo que falha…
Tempos houve, em que tive um Gwalter. Alegre, pateta e desengonçado. Mas decidido e obstinado em cumprir os seu objectivos… Posso dizer que neste momento, a personagem foi extravasada mas algures no passado, a carapuça servia perfeitamente…
Não poderia mencionar a Rua Sésamo e deixar o Poupas de fora. Mas a verdade é que não encontro nada que se encaixe no papel. E ainda bem, porque sempre achei o Poupas um palhaço… extremamente irritante e, no fundo, um verdadeiro imbecil. E mais não digo.
Poderia associar o monstro das bolachas mas a verdade é que tal protagonista pertence a um universo um pouco diferente…. é verdade, consegue ser voraz e absurdamente divertido embora julgue que nunca irei encontrar ninguém que nutra tamanho entusiasmo para com bolachas… e não – não estamos na presença de ninguém azul. Peludo, talvez. E azul, só se falarmos de futebol…
Existe uma outra personagem que não podia deixar de ser mencionada – o Conde de Kontarr. Apesar de não poder (felizmente) associar esta personagem a ninguém assim muito próximo, esta é de tal forma magnífica, que omití-la seria um ultraje. A verdade é que já me deparei, ao longo da minha vida, com diversos Condes de Kontarr. E o que eles me fizeram rir às gargalhadas para dentro quando me deparei com eles!!!!!! Ao ponto de ser difícil conter o riso e de me arriscar a colocar numa situação embaraçosa… a todos os Condes de Kontarr no mundo: por favor, não parem!!!!
Last but not least, chegamos à doce Guiomar… quem é a Guiomar das nossas vidas? OK, para muitos e durante algum tempo, foi a Alexandra Lencastre, mas falo em linguagem figurada – como tenho feito até aqui. Nas actuais circunstâncias, é impossivel responder…
Não só  nos ensinava a contar como também nos mostrava que colar chávenas aos pires era a melhor forma de não os partir… e ainda se aprendiam umas quantas músicas patetas… E para mim, é claro:  continua a fazer parte da minha vida!….
Sem dúvida, um quarto crescente para a Rua Sésamo. Só não leva mais por causa de algumas personagens menos inspiradas e inspiradoras. Cabrão do Poupas.

Friday, April 29, 2011

Sono trivialista

Hoje lembraram-me que existias. Que precisas de ser alimentado. E apercebi-me que merecias uma visita… que sem esse estímulo nada aqui nasce… tudo se transforma em… nada.
Por isso aqui estou, a desejar que conseguisse ser objectivo. Que deixasse um daqueles pacotinhos de concentrado humor, sátira ou sarcasmo. Mas não funciona assim. Eu não funciono assim. É ver-me aqui chegar e é um festival de devaneios, um mar de palavras sem destino. Pois assim nasceu este espaço, dessa necessidade de exteriorizar aquilo que anda aqui dentro e me faz estar a escrever, de vez em quando, de preferência a altas horas…
E não fosse assim, então não seria de todo, este espaço que chamo meu…
Uma palavra apenas, que eu persigo, um fio condutor é o que me basta… e num ápice a frase se espraia. Essa arte, ou maldição, de tanto escrever e tão pouco ou nada dizer…
E tão depressa como um vento que se levanta, assim se relaxa o ímpeto desta jornada descritiva, como um doce murmúrio que a brisa arrasta.
O sono instaura-se, os dedos trémulos falham e a mente esvazia-se…
Lá no fundo, ouve-se um sopro muito ténue, apenas um vacilo, um pequeno esboço de um som, “boa noite”.

Saturday, January 1, 2011

Viva 2011

Feliz Ano Novo!!!!
Há 15 anos que não passava o Fim de Ano com os meus pais em Lisboa.
É mesmo assim... há coisas que, de há tanto tempo não termos contacto com elas, deixamos de acreditar... depois, precisamos de as fazer novamente para voltarmos a acreditar...
Pois é, parece que afinal não havia razões para isso...
O Lunaticum (e eu) desejamos um ano de 2011 cheio de Luas Cheias!!!!
Feliz Ano Novo!!!!