Sunday, May 29, 2011

“Jamaica”

Já me esquecia do quão difícil é, após um almoço de Domingo, sentar-me e pegar nos livros… especialmente porque tenho que pegar no livro com apenas uma mão (e trata-se de um compêndio relativamente volumoso…) enquanto com a outra, vou dando “chapadinhas” na cara para me manter acordado…
Não vale a pena contrariar, não é vontade ou falta dela, simplesmente está no sangue… por isso, recomenda-se um pequeno interregno para afastar a sonolência e venho aqui deixar um tema para o resto da tarde…
Banda eleita para pano de fundo desta tarde: LED ZEPPELIN (ui…, old school…!)
Tema para iniciar esta pequena incursão: D’YER MA’KER
É verdade, levou algum tempo a perceber como se pronunciava este título mas se virmos o ritmo e o groove, não é assim tão surpreendente…
E é bom para acordar!!!
(nada de links para o Youtube ou coisas do género. Já somos crescidinhos, sabemos encontrar as coisas por nós. E assim não andamos a atrapalhar ainda mais “a Rede”…
Fico. Fiquem também.

Friday, May 27, 2011

Depressão, Radiohead e uma boa lâmina… aí estão os ingredientes para um fim-de-semana bem passado….

Hoje vinha a caminho de casa a ouvir o último de Radiohead e lembrei-me – não que alguma vez precisasse de ser recordado – de quão grandes eles verdadeiramente são.
Mentiria se dissesse que não me são muito mais familiares e queridos alguns álbuns que outros mas… que viagem!!!! Que aventura!!!!
Ouvir todos os álbuns de seguida é claramente um sinal de demência mas para aqueles que conseguem chegar ao In Rainbow sem cortar os pulsos, eu digo: que viagem!!!! E não me canso de dizer…
Sinto claramente que o produto da sua inspiração desencadeia em mim um tal fluxo de ideias, um atropelo de emoções, um tapete de pêlos eriçados e são demais as palavras pensadas e de menos as escritas. Ao ponto de me descoordenar. Por isso vou parar aqui…
Mas não vou sem antes deixar aqui uma hommage a essa música intitulada “Paranoid Android” que, pela cronologia da minha formação musical e da sequência pela qual eu entrei em sintonia com a música dos Radiohead, representa, para mim, o “fim do princípio”.
Grande. Mesmo.

Monday, May 23, 2011

Restelo

Faz hoje 11 anos. Não foi épico. Não foi enorme. Mas foi bom. A maior parte das pessoas com que assisti a esse concerto ainda estão aqui ao meu lado.
Ainda me lembro das músicas, da energia, das sensações, como se tivesse sido a semana passada! Ainda me recordo de ser transportado de um lado para o outro, como se não houvesse gravidade. Nada perdido por um Immortality com uma letra perdida… imediatamente por nós recuperada…
O meu corpo não esqueceu a sensação de momentaneamente, ter  escamoteado a capacidade de respirar. Da aflição, do sufoco de um Animal, a loucura de um Red Mosquito e, quase no final, a libertação de um Alive!
Pensar nisso faz-me sentir rouco como me senti quando, a uma só voz, berrámos – não cantámos – com um Even Flow…
Houtros houve. Talvez melhores, talvez especiais.
Mas como em todos, respirámos Pearl Jam… por uns minutos, fomos Pearl Jam…
E isso é bom. )

Rua Sésamo

Muitos de nós crescemos acompanhados dessa emblemática série, alguns, como é o meu caso, da versão portuguesa, outros de uma outra qualquer forma alternativa. Mas não estarei a cometer nenhuma gafe (grande pelo menos) se disser que, ao menos, já toda a gente ouviu falar na “Sesame Street”.
Quantos de nós é que se revêm nessa série, quantos de nós é que têm um pouco da Rua Sésamo nas suas vidas?
Dando um pouco de atenção à questão, não saberia propriamente onde me encaixar mas uma coisa é certa: as pessoas que compõem o meu círculo social, essas, claramente têm um lugar, por pequenino que seja, algures lá para o meio. Sem sombra de dúvidas, mesmo correndo o risco de ser um pouco literal, o Egas e o Becas não falham… se não vejamos:
Egas: divertido, meio palerma, redondo, toca bateria e gosta de “atazanar” a vida ao Becas – check!
Becas: mais sério, dedicado às suas coisas, pensante e martirizado pelas patifarias do Egas – check!
Encontro um espaço para o Ferrão, mas tal significaria ser demasiado injusto, por ventura, para com a pessoa em questão. Mas ficam lá algumas das suas virtudes. Só é pena que o Ferrão nunca apareça junto dos dois primeiros. Ora aí está algo que falha…
Tempos houve, em que tive um Gwalter. Alegre, pateta e desengonçado. Mas decidido e obstinado em cumprir os seu objectivos… Posso dizer que neste momento, a personagem foi extravasada mas algures no passado, a carapuça servia perfeitamente…
Não poderia mencionar a Rua Sésamo e deixar o Poupas de fora. Mas a verdade é que não encontro nada que se encaixe no papel. E ainda bem, porque sempre achei o Poupas um palhaço… extremamente irritante e, no fundo, um verdadeiro imbecil. E mais não digo.
Poderia associar o monstro das bolachas mas a verdade é que tal protagonista pertence a um universo um pouco diferente…. é verdade, consegue ser voraz e absurdamente divertido embora julgue que nunca irei encontrar ninguém que nutra tamanho entusiasmo para com bolachas… e não – não estamos na presença de ninguém azul. Peludo, talvez. E azul, só se falarmos de futebol…
Existe uma outra personagem que não podia deixar de ser mencionada – o Conde de Kontarr. Apesar de não poder (felizmente) associar esta personagem a ninguém assim muito próximo, esta é de tal forma magnífica, que omití-la seria um ultraje. A verdade é que já me deparei, ao longo da minha vida, com diversos Condes de Kontarr. E o que eles me fizeram rir às gargalhadas para dentro quando me deparei com eles!!!!!! Ao ponto de ser difícil conter o riso e de me arriscar a colocar numa situação embaraçosa… a todos os Condes de Kontarr no mundo: por favor, não parem!!!!
Last but not least, chegamos à doce Guiomar… quem é a Guiomar das nossas vidas? OK, para muitos e durante algum tempo, foi a Alexandra Lencastre, mas falo em linguagem figurada – como tenho feito até aqui. Nas actuais circunstâncias, é impossivel responder…
Não só  nos ensinava a contar como também nos mostrava que colar chávenas aos pires era a melhor forma de não os partir… e ainda se aprendiam umas quantas músicas patetas… E para mim, é claro:  continua a fazer parte da minha vida!….
Sem dúvida, um quarto crescente para a Rua Sésamo. Só não leva mais por causa de algumas personagens menos inspiradas e inspiradoras. Cabrão do Poupas.