Os olhos são exímios em focar um único ponto no espaço.
Captam luz como uma grande angular, e conseguimos “ver” o mundo que nos rodeia. Objectivamente, apenas um pequeno ponto capta verdadeiramente o foco do nosso processo nervoso, e é convertido em impulsos eléctricos que constituem o expoente máximo do que a nossa vista consegue “sentir”. E os olhos fazem-no constantemente, e com toda a facilidade, a não ser que os obriguemos a desviarem-se do seu instinto natural ou que sejamos portadores de uma condição qualquer que fragilize a nossa visão.
Já a mente, essa, gosta naturalmente de se espraiar e de não focar nada em particular, sendo necessário um esforço mínimo para concentrar os raios mentais sobre um alvo específico. Dispersa é a sua configuração preferencial. Atenta, alerta. Tudo captando, nada focando. A não ser que a obriguemos a isso.
No meu caso, o esforço não é mínimo. Ou não está a ser. Mas não me dou por vencido… vou fechar os meus olhos e converter a mente. E procurar centrar-me num único ponto. Em frente…
…em frente…
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