Friday, April 29, 2011

Sono trivialista

Hoje lembraram-me que existias. Que precisas de ser alimentado. E apercebi-me que merecias uma visita… que sem esse estímulo nada aqui nasce… tudo se transforma em… nada.
Por isso aqui estou, a desejar que conseguisse ser objectivo. Que deixasse um daqueles pacotinhos de concentrado humor, sátira ou sarcasmo. Mas não funciona assim. Eu não funciono assim. É ver-me aqui chegar e é um festival de devaneios, um mar de palavras sem destino. Pois assim nasceu este espaço, dessa necessidade de exteriorizar aquilo que anda aqui dentro e me faz estar a escrever, de vez em quando, de preferência a altas horas…
E não fosse assim, então não seria de todo, este espaço que chamo meu…
Uma palavra apenas, que eu persigo, um fio condutor é o que me basta… e num ápice a frase se espraia. Essa arte, ou maldição, de tanto escrever e tão pouco ou nada dizer…
E tão depressa como um vento que se levanta, assim se relaxa o ímpeto desta jornada descritiva, como um doce murmúrio que a brisa arrasta.
O sono instaura-se, os dedos trémulos falham e a mente esvazia-se…
Lá no fundo, ouve-se um sopro muito ténue, apenas um vacilo, um pequeno esboço de um som, “boa noite”.

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