Uns cantam, no duche ou simplesmente onde quer que estejam, uns gritam, uns correm. Outros choram. Uns ouvem música, uns tocam-na, outros vão ao cinema ou vão até ao bar beber um copo…
Uns batem com a cabeça na parede, outros vão dar um passeio até à praia. Uns ficam em casa a olhar para o tecto, outros vão trabalhar. Uns gostam de ir dar longos passeios para apanhar ar fresco, uns preferem conduzir, assim um pouco à deriva, quase sem destino…
Eu, pessoalmente, gosto de escrever. Ou de tocar guitarra. Mas o verdadeira escape é mesmo poder vir para aqui e desatar a escrever banalidades e disparates. É ainda melhor do que a anterior forma que eu adoptava, que era escrever em papel. E, se por ventura me graçasse escrever um pouco do pouco que às vezes escrevo em papel, talvez este espaço tivesse um pouco mais de vida… e conteúdo. Porém, e talvez porque me custasse um pouco transcrever e rever textos cronológicamente descontextualizados, nunca embarquei nesse tipo de viagem… Não. Como dizia a Natália Coelho (minha antiga professora de inglês), estas coisas devem ser feitas “on the spur of the moment” e, como tal, ou se escreve na altura, ou então esses pensamentos devem ficar para sempre perdidos na imensidão cósmica…
Mas, como dizia eu, uns gostam de escrever. Escrever, só por escrever, ou porque querem partilhar algo com alguém, ou porque as coisas não estão bem e querem desabafar, ou simplesmente porque gostam de o fazer. Ou mesmo por todas estas razões. E até por nenhumas destas…
E porque este registo em que eu tão insipidamente insisto em escrever já me está a irritar, vou terminar por aqui este estilo semi-objectivo e ultra-direccionado. Imediatamente. Isto está cada vez menos lunático, onde está o devaneio tresloucado e o discurso quase irracional que deu origem a este blog e seu tema? Chega!
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