Cada nota que toco é um mar de significados.
Cada colcheia, um oceano de incertezas.
Cada fusa uma dor que recordo, de cada vez que abro os olhos de manhã… e em toda essa harmonia encontro um fio condutor, encontro uma esquadria que me salva…
Percorro todos os tons, oitava a oitava, em busca daquela nota, aquela que ressoa, aquele Lá certo… e canto com a minha voz tímida enquanto espero ouvir um uníssono.
Silencio-me para te ouvir… para distinguir, entre a multitude de sons que compõem a luz do dia, aquele timbre específico, aquela minúscula canção…
Mas nunca vieste… nunca te encontrei… o grito mudo que entoou fez da palavra, coração.
E assim eu espero, sem fuga ou andamento, embalado pela voz, perdido no som, de sorriso na mão e de lágrima ao vento…
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