Caminharei em direcção a esse ponto onde o céu toca a terra,
deslizarei ao longo do corpo esguio e sedoso da vida
até que no tempo perdido de outrora, me encontrarei...
por detrás da bruma da verdade me oculto,
de entre as letras da mentira me materializo.
E contudo… é por elas que me revelo,
liberto-me, através de palavras inebriadas...
Que jorram da minha boca como um Mar de Ilusões,
Que irradiam da minha mente como raios de luz...
Para se despenharem contra a muralha da sedução,
a barreira intransponível de outros tempos...
as marcas indeléveis de facas que rasgam a pele,
o coração, os olhos... a alma...
A salvação que eu procuro, o doce gesto que rejuvenesce,
tal qual Fénix renascida das cinzas da perdição,
como as lágrimas salgadas que teimas em não brotar
como o sorriso doce que guardas só para ti...
E se nas teias sedosas da mentira não me transformar em Lua,
quero adormecer profundamente nos braços efémeros da verdade...
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