Sunday, December 21, 2014

Sol Invictus

Hoje, parece-me, foi o dia mais curto do ano.
Há algo neste conceito que me fascina. Há muito tempo que é assim… os solstícios, longe de me fazerem festejar a vitória da luz face à escuridão, ou vice-versa, deixam em mim um sentimento ligeiramente nostálgico, talvez até levemente tristonho.
Mas não é esse o sentimento que me inunda, não é essa a sensação que me preenche, não… em particular, o dia de hoje, o solstício de Inverno, não obstante, acaba sempre por me fazer encontrar uma razão para que se instale um pequeno sorriso na cara. Não sei se será porque, inconscientemente, assumo o lado positivo de nos esperar uma escalada, um voo crescente em direcção aos dias “intermináveis” de Sol, esse maravilhoso Sol…
Mas enquanto me rigozijava com esse pensamento, com a ideia de ver crescer os dias, ganhar luz e energia nas nossas vidas, não se pense que me via perdido perante essa imaterialização, face a essa perspectiva futura. Não, esse não foi o momento…
 
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Apercebi-me de tudo isto, enquanto contemplava o ténue, tímido mas eternamente doce Sol de inverno. Fui para o parque, por entre a azáfama de algumas centenas ou milhares de pessoas que se dirigiam para o estádio para assistir a um jogo de futebol. Sentei-me e limitei-me a apreciar, a respirar o ar de fim de tarde, a clamar como meus aqueles raios de Sol preciosos.
Pensar nos dias que vêm, nas sensações que eles guardam fez-me sorrir, mas foram, na realidade, aqueles raios distantes e amplos, cujo calor contrariava o ar frio de Dezembro, que me fizeram sentir.
E fechar os olhos. Estar vivo… e sorrir…
:)

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