Tuesday, July 22, 2014

Descobre a criogenia da coisa…

No outro dia estava a fazer umas arrumações em casa e encontrei uma folha de papel com uns rabiscos a lápis. Primeiramente, achei que deveria ser apenas um devaneio experimental qualquer que eu tivesse feito outrora e, por pouco, não o reciclava sem sequer olhar devidamente.

Felizmente, nesse dia estava com paciência e resolvi olhar com mais atenção. Reconheci imediatamente a lista que havia trazido de casa do meu tio, há cerca de 17 anos, quando lá fui passar 15 dias nas férias.

E o que é incrível é que esta lista esteve no meu quarto enquanto vivia com os meus pais e transitou para o escritório quando comecei a viver sozinho. Mas interessante ainda, esta tímida folha de papel sobreviveu ao escritório e ainda foi capaz de viajar para o novo escritório quando mudei de casa. Não me perguntem como é que isso acontece, porque eu não sei explicar…

Olhei para o que tinha rabiscado há quase duas décadas atrás:

“Rainbow Six” – Tom Clancy

“A perfect spy” – John Le Carré

“Wild swans” – Jung Chang

“Le nom de la Rose” – Umberto Eco

“A small town in Germany”, “Call for the dead”, “The honorable schoolboy”, “Tinker Tailor Soldier spy” – John Le Carré

“Delta de Vénus” – Anais Nin

“O pêndulo de Foucault” – Umberto Eco

“Eva Luna” – Isabel Allende

“Por quem os sinos dobram” – Ernest Hemmingway

“As vinhas da Ira” – John Steinbeck

“China seas” – John Harris

“The night manager” – John Le Carré

“Stamboul Train” – Graham Greene

“Plenilunio” – Antonio Muñoz Molina

Alguns destes livros, ao longo destes anos todos, vim a ler. Infelizmente foram mais os que ficaram por ler, pior, ficaram esquecidos…

Mas das mais variadas origens, aqui e ali, pessoas de quem me aproximei, amigos que conheci, ilustres que entraram na minha vida, muitos me recomendaram muitos livros. Livros que eu deveria ler, nem que fosse num futuro incerto, livros que me acrescentariam algo.

Deixou-me espantado ter aquela lista há tantos anos, onde figuram tantos títulos que são leitura quase obrigatória e relembrar todas as pessoas e todos os momentos em que elas me disseram algo do género: “tens de ler este livro… é muito bom.”

É como se estivesse a dormir durante todo este tempo. Através das pessoas descobri algo que, noutra etapa da minha vida, já me tinha decidido a descobrir. E pelos vistos não o fiz.

Duas décadas… literalmente, a dormir…

 

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