Sempre que fui de viagem para algum lado, a véspera costumava ser um dia relativamente calmo. Nunca fui pessoa de fazer a mala à última, embora verifique que isso se tornou uma prática mais comum em mim. Relembro, por exemplo que por esta altura, no ano passado, tinha ido a Amsterdão e não só fiz a mala a seguir ao jantar, como ainda estive a dar uns retoques no material que ia apresentar na conferência. Resultado: não preguei olho. E não me custou propriamente.
A verdade é que o conceito e a noção de viajar deixa em mim um burburinho, um ruído de fundo, que me dá energia, que me deixa irrequieto, excitado… é a antecipação da viagem. Sempre o senti, mas agora vejo que deixo essa sensação espraiar-se à vontade e ocupar o seu espaço como bem entender… e se nesse processo escapar uma ida à cama… que seja! Afinal, também não deixo lá ninguém à minha espera, pelo que o dano causado é praticamente negligível… :)
Tenho que estar pronto às 6.45. Faltam duas horas. Tenho sono. Tenho que admitir que tenho sono. Mas também tenho electricidade (´”estás eléctrico”, para parafrasear uma pessoa próxima e muito querida que por vezes me observa neste estado super-activo…) que chegue para manter-me acordadíssimo durante muitas horas. Ir para a cama nesta fase preconizaria um risco altíssimo de adormecer e ter grande dificuldade em acordar daqui a umas horas para ir para o aeroporto. Assim, não. Faltam duas horas. Duas horas chegam perfeitamente para ir dar uma corrida ao parque. Porque não?
Fui. :)
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