Bolha de sabão, ténue e frágil,
és tão pequena e singela...
Num suspiro, a ilusória aparência que se desvanece…
Castanhos como a Terra, em chamas ondulantes,
teus fios lisos enganam os olhos atentos.
Mas são teias, são redes... que agarram e não mais libertam...
...a vociferante malícia que se esconde por detrás dessa compleição.
Ontém ao passear no teu Jardim, vi-a... só, simultaneamente, acompanhada.
Linda, naquele tapete colorido, rodeada por tantas outras
mas única; num tumulto, o despertar de todos os elementos...
Poderia eu colher uma flor tua sem ceder aos teus espinhos?
Um grão de areia no fundo dos oceanos, um único grão no interior
de uma ostra, permite oscular o fruto perfeito da criação.
E a pequena bolha que daí resulta é,
sem dúvida, o bolbo semeado na tempestade,
germinado sob as bátegas das primeiras chuvas...
...pequena pérola, és tu, tão pura e bela, tão venenosa e fatal.
Sempre que sinto a sublime fragrância de tal flor,
nasce-me uma pérola nas mãos, uma após a outra...
Quanto tempo aguentarei sem as repousar nas tuas pétalas?
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