Tuesday, November 4, 2008

Reedição?

Deixem-me adivinhar... este será... o terceiro? Não sei porquê, mas parece que adquiri um jeito particular para abrir e fechar blogs... abro um... abro outro... fecho o primeiro... fecho o segundo... abro um terceiro... estou até a pensar em fazer negócio disto, já que não me parece que vá a algum lado a escrever... este pode ser apenas o terceiro mas atenção que eu estive parado quase um ano! Eu tenho atenuantes!!!
Esta terceira reedição do que poderá ser eventual e finalmente "o meu blog" (notar que eu não disse nada disso nas versões anteriores), faz-me crer que tenho realmente olho para isto. E eu sei, tenho a certeza, que dentro de mim, reune-se a capacidade para abrir e fechar ainda mais. Com a devida concentração, dava vazão a para aí uns dez por mês. Cinco, vá... dois ou três, na pior das hipóteses.
Mas divagando num tom um pouco mais sério, esta terceira iteração "é que vai ser" - não! estou a brincar...
Estrangula-me esta dificuldade que tenho em perceber a razão porque, sem sequer me ter apercebido disso, me tornei num ser que abre e fecha blogs, em vez de gastar o meu tempo de forma inútil, como por exemplo, a escrevê-los, ora!
Mas a verdade é que o meu perfil de bloguista talvez se encaixe melhor naquele género de pessoas que a ele recorre com uma forma de escape. Escape para aquele lado da sua vida cujas vicissitudes o obrigam a exteriorizar de modo a poder organizar todos os outros aspectos. E nem sempre há oportunidade de o fazer directamente com alguém que nos ouça. Ou, por vezes, há tanta coisa para purgar que é preciso continuar... porque de facto gosto de escrever e acredito que, se tive que de rasgar tudo e começar de novo, foi porque não me encontrei nas outras tentativas. Porque se nós deixamos tanto de nós nesta sopa de letras, neste fluxo de ideias, neste repuxo de palavras, é nele também que temos de nos rever. Ao ponto de, a dada altura, perante a azáfama e o transe de libertarmos a corrente que nos inebria a mente e ofusca a visão, haver uma ligação quase que supra-física. Um torrente de energia, libertada da nossa mente. Por outras palavras - e voltando aqui ao planeta terra - atingirmos um estado em que conseguimos escrever sem a necessidade de consciencializarmos o facto de estarmos a teclar ou a escrevinhar num papel. Dir-se-ia como que uma ligação directa...
Desta vez, o mote - ou como se diria aqui em casa - a desculpa, é a Lua. Assim são as pessoas... lunáticas. Daí o nome. Minguam, crescem, estão cheias e começam de novo. Mas claro, nada é tão simples. As pessoas, ao longo da sua vida, e em determinado momento desse percurso, encontram-se sempre numa fase que acaba por ter correspondência com as nossas conhecidas fases da Lua. Naturalmente que, como seres humanos que somos, representamos, em certa medida, o apogeu da complexidade no que à Mãe Natureza diz respeito. E aí, eu diria que há pessoas em todas as fases e que a ordem com que saltitam de uma fase para outra nunca é tão certinha como a do nosso planetóide... por exemplo, algumas pessoas nunca chegam a estar em fase crescente... outras há que estão sempre cheias... enfim, percebe-se onde quero chegar e até onde posso ir, certo?
Por isso, aqui fica, um espaço para a Lua, lunático, aluado mas solto, directo e sem censuras...
Não vou fazer promessas, não prometo escrever, não prometo ler, nem sequer procurarei dar o mínimo de atenção a este blog... Vou apenas ser e, através dele, fluir no derradeiro Mar da Tranquilidade lunar...

1 comment:

cmfm said...

Bem regressado sejas. Já abriu... esperemos que demore a fechar :)