Tuesday, November 4, 2008

Filhos…

É todos os dias… às 9:00, cerca das 10:00 e às vezes ao meio-dia e à uma da tarde. Telefonam do número 21 797 50 17. Se atendo, apenas um silêncio do outro lado. Nem um beeeeppp! Não parece ser um fax. Mas também não é alguém a ligar. Já pensei se não será um sistema de reencaminhamento qualquer ou um vírus que esteja a utilizar a linha telefónica de quem quer que seja que é dono deste número. Digo que não será alguém a ligar porque assumo que ninguém na superfície deste planeta conseguiria tamanha proeza… afinal trata-se de uma regularidade exemplar e persistente. Não há dia que falhe. E vamos nisto, há mais de um mês. Pelo menos, que eu tenha dado por isso. E também porque se fôr uma pessoa por detrás disto, será uma pessoa muito istúpida porque já era tempo de perceberem que aqui não há nada… O vírus é uma hipótese plausível mas… porquê o meu número? Só se ele gera um número aleatório e – surpresa das surpresas – calhou-me na rifa!!!… Isto já começa a tornar-se aborrecido… Gostava de saber o que se deve fazer nestas circunstâncias… será que consigo descobrir que está por trás daquele número? Casa de alguém, um escritório, um organismo público… Talvez possa enviar um mail ou telefonar ao meu fornecedor de serviço (cujo nome, por motivos óbvios, não vou revelar). Existe uma outra possibilidade: ser o próprio fornecedor que tem o seu sistema embriagado e acontecem estas coisas.

Se a culpa for do meu fornecedor, vão ter de me ouvir… se não, aqui fica uma mensagem para quem quer que seja o dono desse número malvado:

PAREM COM ESSA MERDA.

Pronto. No fundo, era isto que eu queria dizer. Agora já desabafei. Estes gajos bem podiam ser uma Lua Nova na minha vida. Desapareçam!!!!

Outra:

Pela quarta vez recebi uma carta da Caixa de Providência dos Engenheiros. Eu questiono-me se o resto da malta também recebe estas faltas de vergonha… é algo que tenho que averiguar. Sei, pelo menos de um caso semelhante ao meu… Há um ano atrás, recebi, após ter completado o meu estágio, uma carta relativamente simpática a felicitar-me pela minha entrada na classe, blá, blá, blá! e informar-me que “caso assim desejar” poderia efectuar a minha inscrição na Caixa e começar a pagar cotas. Até tinha um subscrito daqueles RSF, que não precisam de selo. Como não estava interessado, não respondi, nem preenchi a ficha com os meus dados.

Não é que passado um mês me chega a casa uma carta escrita num tom totalmente diferente a insinuar que eu tinha a pagamento um certo e determinado número de euros a favor deles? Que parte de “se eu desejar” é que eles não percebem? Isto é estar a brincar com as pessoas, é ser enganador e é querer aproveitar-se de quem anda distraído. Vêm com uma conversa agressiva que nós estamos a falhar, quando na realidade não é assim, e depois, caso “o borrachinho” caia na esparrela, pumba! Está a desbobinar para o bolso deles. A Caixa deve andar muito mal, não é? Não conseguem arranjar quem se interesse, certo? Pois, com essas políticas fdp, não admira!

Eu fui paciente, mantive a calma, deixei as coisas andar. Pensei: “deixa lá, à terceira sem resposta eles cansam-se e viram-se para o outro lado”. Qual quê!!! Fim de Outubro, Pumba!!! Cai mais uma carta aqui em casa. Desta vez a dizer que eu devia mais de cem euros… Dá para acreditar? Lançar o barro à parede a ver se cola… não há caso mais óbvio do que este. E a verdade é que deve colar mesmo, senão não insistiam tanto.

Pois bem, acho que vou pegar num dos seus RSF e mando-lhes umas sementes de eucalipto (ou outra árvore qualquer) e uma pequena nota a pedir-lhes encarecidamente para desistir da Caixa, instituição com a qual não possuo qualquer vínculo, e com a qual não quis nada. E que peguem no dinheiro que se gastou para me mandar aquelas cartas e tantas outras e nas sementes e as vão plantar, que fazem melhor. E que não percebo como podem convidar-me a inscrever-me numa carta e nas restantes chamar-me caloteiro como se não estivesse explícito que o acto de inscrição era decisão minha.

Que cambada de chulos! Estes são outros que levam com uma Lua Nova.

Por agora, despeço-me, por tempo indeterminado!

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